Educação financeira, a começar pela nossa casa

Adicionado em 18/09/2009

 

Uma prática que vem se tornando cada vez mais comum - e necessária - na educação das crianças é ensinar-lhes o valor do dinheiro.

É possível começar a lição desde cedo. Levar a criança ao supermercado e fazê-la entender a relação de troca dinheiro/produto é um bom exercício, Assim, ela começa a verificar que, muitas vezes, para ter um produto mais caro, precisa abrir mão de outros. Ou, então, aprender que, se ela comprar algo mais barato hoje, terá a chance de adquirir mais alguma coisa amanhã. Desta forma, a criança percebe que a aquisição do objeto de desejo não depende dos pais, mas do dinheiro que ela consegue manter em mãos.

Mesada tendo como objetivo a educação financeira dos pequenos e adolescentes

à medida que os filhos vão crescendo, os pais podem adotar a mesada. Para crianças pequenas, aconselha-se que os pais optem pelas semanadas, ao invés de mesadas, que devem ser proporcionais à idade dos filhos. A criança deve perceber que precisa controlar e organizar os gastos e, de acordo com o tempo, entender que se gastar muito e rápido, logo não terá dinheiro para mais nada. Precisamos fazer com que nossos pequenos comecem a ter a noção do custo/benefício.

Na adolescência, as responsabilidades aumentam. Por isso, a dificuldade também deve ser elevada e, agora, a missão é fazer o dinheiro durar mais tempo. No caso dos adolescentes, as tradicionais planilhas já podem ser adotadas. Toda vez que o dinheiro sai do bolso, o aprendiz anota em sua tabelinha o que foi comprado, quanto foi gasto e qual o saldo após a compra.

Fazer do dinheiro uma recompensa para tarefas cotidianas, como arrumar a cama ou ajudar com a louça, não é recomendado. Isso pode não ser muito saudável. Essas tarefas fazem parte da educação básica. Devem ser compartilhadas e trocadas por carinho e elogios ou outras formas de recompensas, não por dinheiro. Outra dica - que vale também para os adultos - é estimular a criança a se desfazer dos artigos velhos, à medida que for adquirindo novos. Desta forma, ela vai se acostumar a avaliar se realmente está precisando do que pretende comprar.

Em ambos os casos devemos tomar alguns cuidados, como o de não comprar para nossos filhos tudo o que querem e ainda assim dar-lhes a mesada. Isso pode fazer com que o objetivo da mesada, que seria o aprendizado na administração do dinheiro e consumo, tenha o efeito contrário.

 

Escrito por Luciana Taborda / LAC Consultoria



 

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