Histórias de Hinos da Harpa Cristã

 adicionado em 23/09/2009

Hino 144: "Vem á Assembléia de Deus" -  escrito por Paulo Leivas Macalão, é o hino oficial da convenção geral das Assembléias de Deus no Brasil e simbolo da igreja.

 

• Hino 149: "Canto do Pescador" - Pensando nas lutas intensas que passava e ao mesmo tempo, em como Deus fazia prosperar seu ministério, com uma rápida expansão, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Paulo Leivas Macalão iniciou, mesmo ali no banco da estação de trem, a composição deste hino que na verdade é uma auto-biografia, do início de seu ministério:

1- No meu barco a remar  / Sobre as ondas pelo mar /  Mesmo na bonança ou no furacão  /  Não desejo mais parar  / Com a rede vou pescar / Muitos peixes para o reino de Sião

Refrão - Vou pescar os pecadores para Cristo / Neste mundo cheio de horror  /  Não mais desanimarei  /  Minha rede lançarei  /  Muitos peixes apanhando pra o Senhor.

 

Hino 185: "Invocação e Louvor" - A melodia desse hino foi retirada do Hino Nacional Inglês "God Save de Queen".

 

Hino 187: "Mais Perto, Meu Deus, de Ti

 

                                                                           Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti,
                                                                          Inda que seja a dor que me una a Ti!
                                                                          Sempre hei de suplicar:
                                                                        "Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti!"
                                                        

                                                                          Marchando, triste, aqui na solidão,
                                                                         Paz e descanso a mim Teus braços dão.
                                                                         De noite vou orar:
                                                                        "Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti!"

                                                                         Minha alma vai cantar a Ti, Senhor!
                                                                        Enquanto meditar no Teu amor,
                                                                         Eu sempre hei de rogar:
                                                                       "Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti!"


      Durante muitos anos, somente os homens escreviam hinos, mas, pouco a pouco, as mulheres também começaram a usar o seu talento poético e, hoje, temos muitos hinos escritos por mulheres consagradas a Deus e ao Seu trabalho.
      Mas, um dos mais conhecidos em todo o mundo foi o hino escrito por Sarah Flower Adams (1805-1848). Trata-se do hino "Mais Perto Quero Estar, Meu Deus de Ti".
      Foi no ano de 1841 que esta senhora, que estudava muito a Bíblia, ficou tão impressionada com a história relatada no livro de Génesis (capítulo 28) sobre a visão de Jacó, em Betel, e a escada que alcançava o céu, e os anjos que subiam e desciam por ela, que, inspirada naquela passagem bíblica, resolveu escrever este hino que mais tarde se tornou universalmente conhecido. A letra que temos em nosso Hinos e Cânticos (nº 236) foi adaptada por João Gomes da Rocha.
     Ela omite duas estrofes alusivas à letra inicial, que constam do hinário "Aleluias" (Imprensa Metodista). A seguir, as mencionadas estrofes:

                                                                                Minha alma cantará a Ti, Senhor!
                                                                                Pedra em Betel porei, marco de amor.
                                                                               Sempre hei de suplicar
                                                                              "Mais perto quero estar,
                                                                               Mais perto quero estar,
                                                                               Meu Deus, de Ti!"


                                                                            E quando a morte enfim me vier chamar
                                                                            Nos céus com serafins, irei morar.
                                                                           "Ó! Quão feliz serei,
                                                                            Perto de Ti, meu Rei,
                                                                            Perto de Ti meu Rei,
                                                                             Meu Deus, de Ti!"


     Dizem que, quando os visitantes cristãos visitam a Palestina, em chegando a este lugar, Betel (hoje Bira, um território da Jordânia), param e cantam este hino, evocando os acontecimentos impressionantes experimentados por Jacó. As palavras deste hino tem sido um grande auxilio e um grande conforto para muitos crentes em tempos de dificuldades.
     É impossível esquecermos o terrível desastre com o grande transatlântico "TITANIC" nos primeiros anos deste século. Era a sua viagem inaugural; grandes personagens viajavam nele; viajava, também, um grupo de peregrinos, crentes da Europa que demandavam a nova terra (EUA). Mais de mil vidas se perderam naquela ocasião.
     E contam que, quando o grande navio estava sossobrando, tinha-se a impressão de que ia haver um pânico geral; porém, a orquestra de bordo começou a tocar o hino "Mais Perto Quero Estar, Meu Deus de Ti" e, imediatamente, foi presenciado um espetáculo comovedor: os crentes e outros tripulantes, dando as mãos uns aos outros, começaram a cantar também o hino à medida que o navio ia afundando-se! (Fonte: http://www.refrigerio.net )

 

• Hino 200: "O Bondoso Amigo" - José Scriven nasceu em Banbridge, no norte da Irlanda. Após ser graduado na famosa escola Trinity College, noivou com uma bela jovem, tão instruída e educada quanto ele. José fez os preparativos para seu casamento com a jovem, que residia em uma outra região do país. Mas, que terrível dor e desespero tomou conta do seu coração ao saber que, na véspera do seu casamento, a sua noiva tinha morrido afogada. Foi a primeira tragédia que o jovem José tinha experimentado. Porém, na sua tristeza e dor, teve um encontro real e pessoal com Cristo que mudou toda a sua vida.
       Em 1845, José Scriven resolveu mudar-se da irlanda para o Canadá, procurando deixar para trás as suas tristezas. Ele conseguiu um bom emprego como tutor dos filhos de um oficial do Exército e fixou residência no novo país. Passado algum tempo, conheceu uma jovem de boa família. A amizade aprofundou-se em amor e mais tarde noivaram. Poucos dias antes do casamento, a jovem foi acometida de uma doença grave e morreu repentinamente.
       O jovem caiu numa forte crise de depressão, que seriamente comprometeu a sua saúde física. Duas vezes a morte tinha privado-o de um casamento e expectativa de uma vida feliz. Apesar desta grande aflição, ele nunca perdeu sua fé pessoal em Jesus. José estava vivendo neste tempo na cidade de Port Hope, na província de Ontário, no Canadá, gerenciando uma empresa de laticínios naquele lugar, quando chegou a conclusão de que Deus não queria que casasse, e resolveu gastar o seu dinheiro e sua vida ajudando os pobres e menos privilegiados. Ele foi chamado "o Bom Samaritano" pelo povo da cidade, repartindo com eles sua comida e roupas, e muitas vezes pagando o aluguel de famílias destituídas.
       Um dia, José recebeu uma carta da sua velha mãe na Irlanda. Ela estava doente e sentia-se muito só. Não poderia fazer a longa viagem marítima até à Irlanda, devido a sua saúde abalada. Como confortar sua velha mãe? Como fazê-la sentir que tinha um Amigo que está ao seu lado em todo o tempo? Ele pensou nas tristezas e angústias que tinha passado e como Jesus tinha sido seu Amigo e Consolador. Naquela tarde, sentou-se à mesa e começou a escrever: "Quão bondoso Amigo é Cristo / Carregou com a nossa dor / E nos manda que levemos / Os cuidados ao Senhor".
       Ele enviou uma cópia desse poema para sua mãe e guardou uma para si. Scriven nunca pensou em publicar o poema, mas uma amigo que o visitou poucos dias antes do seu falecimento viu entre alguns papéis na sua mesa o pequeno poema, e exclamou: "Quem escreveu estas belas palavras?" Scriven respondeu: "Eu e o Senhor Jesus".
       Pouco depois, o amigo mandou publicar o pequeno poema num jornal diário de sua cidade. O compositor alemão, Charles Converse, ao ler o jornal, viu o poema, cuja mensagem tocou profundamente o seu coração. Então, sentou-se ao piano e compôs a bela melodia que tanto realça as palavras do hino.
       Este curto e simples hino tornou-se favorito de milhões de cristãos ao redor do mundo e se encontra em quase todos os hinários evangélicos. Ele está traduzido em mais de vinte idiomas. Só em português, há pelo menos três versões. Abra sua Harpa Cristã no número 200 e deixe este belo hino transmitir consolo e paz ao seu coração.
       Por Ruth Dorris Lemos, missionária norte-americana, fundadora do Ibad (Instituto Bíblico das ADs) em Pindamonhangaba. É musicista, jornalista e professora de Teologia. (Artigo originalmente publicado no Mensageiro da Paz, CPAD)

 

Hino 212:  "Os Guerreiros se Preparam" - Tem música do Hino Nacional das Ilhas Fiji. Acesse qualquer site de hinos nacionais e clique em ilhas Fiji. O nome original do hino é "Beulah Land" - (Terra de Beulá).

 

Hino 515: "Se Cristo Comigo Vai" - veio como resposta a oração do missionário Gunnar Vingren ao receber a carta do Rio de Janeiro, escrita pelo então jovem Paulo Macalão, que incentivado pelo irmão Heráclito Menezes, que havia sido transferido de Belém PA, para o Rio, começou a frequentar a Igreja Evangélica que ali encontrou, denominada "Igreja do Orfanato", dirigida por um missionário inglês, cujo 1º nome era Robert, de uma missão tradicional, cuja assistência era limitada, e que por prestar assistência a crianças da localidade, recebeu este rótulo - e quando o irmão Heráclito compartilhou com os poucos crentes que ali se reuniam, o que Deus estava realizando no Norte do país, através dos pentecostais, foi incumbido o jovem Paulo Leivas Macalão, para escrever e pedir aos missionários responsáveis o envio de um obreiro para iniciar a obra pentecostal no Rio - isto em 1923. Ocorre que quando Vingren colocou a questão diante de Deus, o Espírito Santo falou-lhe, que não deveria enviar um obreiro, mas que ele mesmo, deveria deixar o Pará, e mudar-se para a capital do país - sendo-lhe dificil num primeiro momento aceitar esta direção, depois de tudo por que já havia passado, até que, estando em seu quarto orando, mais uma vez a este respeito, sua esposa começa a cantar em português, o hino que acabara de traduzir - nosso 515 da HC - resposta clara a sua oração.

 

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